sábado, 14 de fevereiro de 2009

O meu amigo Gil

Gil, Gilinho, Zéca, Zéquinha, são os nomes mais frequentemente utilizados e aos quais ele reage, como se fossem todos seus.

No entanto, o seu nome oficial é mesmo Gil.

Efeitos da Expo 98 de Lisboa e da sua mascote, que influenciaram quem lhe deu o nome quando veio cá para casa, com 3 semanas de vida, um pouco contra a minha vontade.

Mas esse era o desejo da maioria e o Zéquinha, aliás o Gil, passou a fazer parte da família.

Não foi fácil para mim encontrar-me pela primeira vez com o “garoto”. Quando entrei em casa e lhe abriram a porta dos seus aposentos, correu feroz e ameaçadoramente na minha direcção e eu, surpreendido e assustado pela investida, tive que saltar de pés para cima do sofá da sala.

Mas foi quase um amor à primeira vista.

O Zéquinha Gil adoptou-me, desde então, como sendo o seu amo e senhor e quase não passa cartão à restante família.

Como posso eu não reagir, ao que ele entende dever ser considerado, por direito próprio, como um verdadeiro membro da família, se é o elemento da casa que manifesta uma alegria desmedida e indisfarçável quando chego?

Como posso ficar indiferente a quem me segue por toda a casa, só se deita quando eu me deito e fica um serão sentado à minha frente e sempre de olho em mim?

Apesar da sua origem castelhana, este “rapaz”, agora praticamente da minha idade, entende completamente a língua portuguesa e, por isso, obriga-me a falar inglês com a minha mulher sempre que temos de usar palavras como rua, carro, passeio ou café, para não ficar desesperadamente inquieto e incontrolável.

Ele quer participar em tudo: refeições, viagens (adora andar de carro) e até nas conversas quando são mais demoradas. A coisa que ele mais gosta, para meu desespero, é jogar à bola comigo quando começa a ouvir o ruído de fundo de um estádio de futebol na televisão, sempre equipado com o boneco de borracha na boca e a bola nas patinhas a fazer remates na minha direcção.

Deve perceber que às vezes necessito de ajuda para relaxar quando as coisas estão a correr mal para o clube de que gosto…

O Gil é um cão com personalidade e é um verdadeiro companheiro e um amigo!




Nota: O livro de Manuel Alegre “CÃO COMO NÓS”, que li recentemente, com muitas lágrimas pelo meio, despertou-me a atenção para os que nos rodeiam e que participam na nossa vida, muitas vezes sem nos darmos conta da sua importância.

2 comentários:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Caro Atêpê

Palavra donrra cu Crispim da Conçeição é ficção - olha, rimalhei...

Foi o terceiro lobo cerebral cá do je que o pariu, eu seja ceguinho.

Se há um cu mesmo nome e aviador - quiçá de balcão - é pura cunxedêmssia. E mais não digo.

Volta depressa ao meu covil e vê se tratas de:

a) Comprar o meu «Morte na Picada» pois que os €€€ cada vez mais caros e... raros

b) Inculcar nos bandidos do teu gangue esta mesma ideia e obriga-los a que se arrimentem como Seguidores do meu blogue.

Abs

ATP disse...

Caro Henrique,

Quem disse que não tenho já o teu "Morte na Picada"?

Claro que só podia tê-lo e posso comprovar-te já através dos números que costumas utilizar: 224X148X350 - altura e largura em mm e peso em gramas.

Está certo ou não?

Como também fiz a guerra lá por aquelas bandas só falta mesmo o autógrafo do Antunes Ferreira no "Morte na Picada" para fecharmos o ciclo.

Um abraço do ATP