sexta-feira, 27 de março de 2009

Quando a realidade é diferente do que nos contam

Há personalidades que só conhecemos através dos meios de comunicação social.

A ideia que vamos formando sobre cada uma dessas personalidades é fortemente influenciada por aquilo que a espaços vimos, ouvimos ou lemos sobre o seu comportamento, atitudes ou acções que desenvolvem na sua vida profissional, política, e social, que inclui, de acordo com o maior ou menor grau de mediatismo, a sua vida particular e privada.

Eu próprio, aqui o confesso, vou construindo, por falta de aprofundamento do conhecimento ou por acreditar em muito daquilo que ouço, imagens distorcidas dessas personalidades.

É como comprar produtos pelo design da embalagem e não querer saber do conteúdo.

E muitas vezes temos surpresas quando o conteúdo nada tem a ver com a embalagem e o mesmo é dizer quando nos demonstram que a realidade é diferente do que nos contam.

Estou a falar de Pedro Santana Lopes, ex-Primeiro Ministro de Portugal e candidato à Câmara Municipal de Lisboa nas próximas eleições autárquicas e que ontem jantou em ambiente de tertúlia no restaurante-arte No Carvão (Ou talvez não…).

Em ambiente descontraído, Pedro Santana Lopes, revelou porque é um homem que incomoda muita gente em todos os quadrantes políticos, incluindo o seu, mostrando que conhece profundamente e ao pormenor todos os temas quer sejam de Lisboa, onde é novamente candidato, quer sejam do País, que já governou embora por escasso tempo.

Apreciei especialmente a empatia que Pedro Santana Lopes provocou na tertúlia, maioritariamente constituída por pessoas não alinhadas com o seu partido, e a sua simpatia na pequena conversa que tivemos.

Utilizo uma célebre frase de Pedro Santana Lopes num Congresso do seu Partido para lhe dizer:

“Continue a andar por aí”!



Fotos: João Cláudio Fernandes

quinta-feira, 19 de março de 2009

Bateria na Música Clássica

Barbeiro de Sevilha com a arte de um grande baterista.

Simplesmente MAGNIFICO!

sexta-feira, 13 de março de 2009

Momentos

Foto: ATP

"Há momentos que as palavras não passam de meros ruídos inúteis..."

sexta-feira, 6 de março de 2009

O Génio da Guitarra Clássica

Silvestre Fonseca, um dos maiores nomes da guitarra clássica, conhecido e reconhecido mundialmente, além de exímio executante, é um excelente comunicador.

Provavelmente é fora de portas que a sua arte e o seu génio terão maior reconhecimento.

No entanto, é cá dentro que ele mais gosta de estar e diz, com orgulho, que gosta de ser português.

Ouvi-lo ao vivo, num ambiente restrito e tertuliano, foi para mim um grande privilégio.
Aqui vai um cheirinho feito ao vivo e sem rede...

terça-feira, 3 de março de 2009

Prato de culturas



Nélsinho, 50 anos, ar de galã disponível, de convicções políticas de direita.

Tonny, 50 anos, ar de intelectual atento, indomável homem de extrema-esquerda.

Nélsinho , apelidado de “Porco fascista do PPD” pelo Tonny, cumpriu o sonho de mudar de vida, pois fazer economia e gestão em casa dos outros tem um limite.

Carago, basta, já chega! Agora quero combater o stress e dar asas à minha liberdade, pensou Nélsinho.

A restauração é um bom campo para dar asas à imaginação e Nélsinho, romântico, pensa um espaço magnífico, acolhedor, onde irá receber os seus amigos apreciadores de lauta mesa e degustadores incondicionais das suas invenções culinárias.

A sua veia anterior de marketeer permite-lhe criar um nome, uma marca, o
“Na Brasa? (Talvez sim…) ”.

Tonny, alcunhado de “Badalhoco da extrema-esquerda” pelo Nélsinho, profissional das escritas, apaixonado por tudo o que é arte, vê oportunidades culturais, por regra da sua formação, em tudo o que mexe.

Aos que alimentam o estômago, vamos alimentar-lhes o espírito, pensou Tonny.

Umas exposições de pintura, de fotografia, de artesanato?. Uns Jantares-Tertúlia com personalidades que o país conhece e admira? Um jornal na blogosfera?

Dito e feito, Tonny concebe exposições com artistas consagrados e em princípio de carreira, tertúlias com personalidades de todo o espectro político e cultural e apoio media com a criação de um blogue-jornal.

Nélsinho e Tonny, em campos diametralmente opostos nas convicções políticas, definiram uma regra de ouro para as suas escolhas:

“ Não importa onde se situam. Nós só trazemos as pessoas de quem gostamos”

E assim, a nau do Timoneiro Nélsinho vai caminhando em linha recta para bom porto, em águas pouco profundas mas calmas, sem desvios forçados à esquerda ou à direita, porque o Arrais Tonny conhece bem a rota.

Mas, quando o mar encarpelar e a nau ficar turbulenta, não há nada que um bom prato de “Creme abifalhado”- a especialidade da casa - não resolva…


Nota do Autor:
Este texto é completa ficção e qualquer semelhança com a realidade é pura coincidência

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Lampreia à Mesa

O Octaviano imaginou
Uma festa de lampreia
O pessoal amigo aceitou
E a mesa foi farta e cheia








Mas a crise! Qual Crise?
As lampreias não veem televisão enquanto descem o rio Minho...
Foi saborosa a lampreiada, pá!

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Uma grande lição

Quando se fala de África o que se pensa imediatamente?

Pobreza extrema, malnutrição, superpopulação, infraestruturas num estado lamentavelmente caótico e desordem.

A grande maioria é provavelmente incapaz de pensar em algo mais do que poder dormir com o estômago menos vazio, mesmo vivendo numa capital como a da República Democrática do Congo.

Será possível fazer uma orquestra sinfónica nestas condições?

Claro que tudo é possível quando existe chama, paixão e amor por aquilo de que se gosta.

Uma grande lição de humildade para todos nós.

Ora vejam!

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Bom Carnaval



É CARNAVAL! Esqueça a crise e divirta-se...

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Gente que nos emociona (2)




Oscar Benton : Bensonhurst blues

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Que grande XUTO!


Foto: João Cláudio Fernandes

Não, não sou o único

Não sou o único a olhar o céu
E quando as nuvens partirem

O céu azul ficará
E quando as trevas abrirem
Vais ver, o sol brilhará
Vais ver, o sol brilhará

Zé Pedro dos Xutos & Pontapés, uma das mais brilhantes estrelas do rock português, e sua irmã Helena Reis, autora da sua biografia “Não Sou o Único”, foram desta vez os convidados para a Tertúlia mensal ao jantar em “No Carvão”.

Foram divertidíssimas as estórias que nos encantaram e que contaram a história do rock’n’Rol em Portugal nos últimos 30 anos.

Relevo a simplicidade, a forma entusiasmada e disponível que manifestaram durante o convívio de mais de 4 horas.

Afinal, pode haver vedetas sem vedetismo!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Eu pescador




Eu pescador que pesco por um instinto antigo
e procuro não sei se o peixe se o desconhecido
e lanço e recolho a linha e tantas vezes digo
sem o saber o nome proibido.

Eu de cana em punho escrevo o inesperado
e leio na corrente o poema de Heraclito
ou talvez o segredo irrevelado
que nunca em nenhum livro será escrito.


Eu pescador que tantas vezes faço
a mim mesmo a pergunta de Elsenor
e quais águas que passam sei que passo
sem saber resposta. Eu pescador.


Ou pecador que junto ao mar me purifico
lançando e recolhendo a linha e olhando alerta
o infinito e o finito e tantas vezes fico
como o último homem na praia deserta.

Eu pescador de cana e de caneta
que busco o peixe o verso o número revelador
e tantas vezes sou o último no planeta
de pé a perguntar. Eu pescador.


Eu pecador que nunca me confesso
senão pescando o que se vê e não se vê
e mais que o peixe quero aquele verso
que me responda ao quando ao quem ao quê.


Eu pescador que trago em mim as tábuas
da lua e das marés e o último rumor
de um nome que alguém escreve sobre as águas
e nunca se repete. Eu pescador.


Oitavo Poema do Pescador In "Senhora das Tempestades" de Manuel Alegre

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Aquela varanda virada p'ro mar

Virada p’ro mar.

Virada para sul.

Virada para o sol.

Tempo primaveril a fazer inveja a alguns dias de verão.

Dezenas de surfistas no mar destruindo as ondas, com corpos esculturais (será das ondas?) e cabeleiras amareladas pela luz do sol.

Vista soberba de um espelho de água azul que só a linha do horizonte consegue parar.

A calma de um paraíso vivida numa varanda virada p´ro mar.

É no Café do Mar na “nova” Caparica e custa 1 €, o preço de um café.


sábado, 14 de fevereiro de 2009

O meu amigo Gil

Gil, Gilinho, Zéca, Zéquinha, são os nomes mais frequentemente utilizados e aos quais ele reage, como se fossem todos seus.

No entanto, o seu nome oficial é mesmo Gil.

Efeitos da Expo 98 de Lisboa e da sua mascote, que influenciaram quem lhe deu o nome quando veio cá para casa, com 3 semanas de vida, um pouco contra a minha vontade.

Mas esse era o desejo da maioria e o Zéquinha, aliás o Gil, passou a fazer parte da família.

Não foi fácil para mim encontrar-me pela primeira vez com o “garoto”. Quando entrei em casa e lhe abriram a porta dos seus aposentos, correu feroz e ameaçadoramente na minha direcção e eu, surpreendido e assustado pela investida, tive que saltar de pés para cima do sofá da sala.

Mas foi quase um amor à primeira vista.

O Zéquinha Gil adoptou-me, desde então, como sendo o seu amo e senhor e quase não passa cartão à restante família.

Como posso eu não reagir, ao que ele entende dever ser considerado, por direito próprio, como um verdadeiro membro da família, se é o elemento da casa que manifesta uma alegria desmedida e indisfarçável quando chego?

Como posso ficar indiferente a quem me segue por toda a casa, só se deita quando eu me deito e fica um serão sentado à minha frente e sempre de olho em mim?

Apesar da sua origem castelhana, este “rapaz”, agora praticamente da minha idade, entende completamente a língua portuguesa e, por isso, obriga-me a falar inglês com a minha mulher sempre que temos de usar palavras como rua, carro, passeio ou café, para não ficar desesperadamente inquieto e incontrolável.

Ele quer participar em tudo: refeições, viagens (adora andar de carro) e até nas conversas quando são mais demoradas. A coisa que ele mais gosta, para meu desespero, é jogar à bola comigo quando começa a ouvir o ruído de fundo de um estádio de futebol na televisão, sempre equipado com o boneco de borracha na boca e a bola nas patinhas a fazer remates na minha direcção.

Deve perceber que às vezes necessito de ajuda para relaxar quando as coisas estão a correr mal para o clube de que gosto…

O Gil é um cão com personalidade e é um verdadeiro companheiro e um amigo!




Nota: O livro de Manuel Alegre “CÃO COMO NÓS”, que li recentemente, com muitas lágrimas pelo meio, despertou-me a atenção para os que nos rodeiam e que participam na nossa vida, muitas vezes sem nos darmos conta da sua importância.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Vozes de Sempre

Momento único de magia...

(Os Três Tenores - My Way)

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Gente que nos emociona

ANA MOURA (sem palavras...)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

A Aguarela e a Oficina do Mestre Zé

Com este título publicou "O PANCAS" - Boletim Informativo das Donas, na sua edição nº 2, o texto que Vitor Dias, Presidente da Junta de Freguesia, me pediu e que agora compartilho aqui:




A AGUARELA E A OFICINA DO MESTRE ZÉ



Donas, naqueles anos de 60, era considerada a aldeia modelo do concelho a avaliar pelas reportagens e artigos publicados na época pelo prestigiadíssimo Jornal do Fundão.

Possuía no seu perímetro instituições de prestígio como o Seminário ou o Abrigo de São José que, de certa forma, directa ou indirectamente, influenciavam o ambiente que se vivia na terra devido à permanência de centenas e centenas de rapazes vindos de vários pontos de Portugal, em busca de formação e que conviviam connosco no nosso meio.

Tinha Donenses ilustres espalhados pelo país que participavam activamente no desenvolvimento de vários sectores da vida nacional e que periodicamente voltavam às suas origens para descansar e conviver.

Havia os Donenses que viviam e trabalhavam na sua terra e que apesar de não terem descanso como os que chegavam, conseguiam a disponibilidade para proporcionar a todos os conterrâneos de passagem o melhor acolhimento, a melhor estadia e a maior convivência.

E era assim, com toda esta gente, que um incomparável ambiente de magia se formava, durante aqueles dias longos de verão ou em quadras festivas que consolava as nossas almas e alegrava os nossos corações.

Os que vinham de fora sentiam-se no paraíso devido às pessoas, à paisagem e ao excelente microclima e para os que já cá estavam os dias nasciam mais brilhantes, intensos e com muitos mais motivos de interesse.

Donas, pelo facto de estar paredes-meias com a sede do concelho, não tinha estruturas sociais ou de convívio. Mas o que poderia ser um constrangimento acabou por se transformar numa oportunidade de aproveitamento do que havia. O local já existia e estava ali mesmo à mão no centro da terra à beirinha da Igreja Matriz:

A oficina do mestre sapateiro, José Salvado.

Mestre Zé Salvado, homem avançado no seu tempo e no meio, com uma cultura popular, um sentido de humor, e uma simpatia fora do comum, trabalhava na banca da sua acanhada oficina diariamente cerca de 16 horas e sem alterar a quantidade ou a qualidade da sua obra de artista, aceitava que o seu espaço estivesse sempre à cunha, sempre cheio de gente, a maioria jovens, residentes ou visitantes, ávidos de uma boa conversa e sobretudo de ouvir as intermináveis e deliciosas estórias do mestre Zé.

A oficina do mestre Zé Salvado era o centro do mundo!

Ali se organizavam festas, se promoviam acções de solidariedade, se delineavam as tácticas das equipas de solteiros e casados para o habitual jogo de futebol, mesmo que este se disputasse no “multiusos” do Terreiro, se definiam os planos para o maior madeiro de sempre no adro da Igreja no Natal e a estratégia para surripiar os troncos secos de árvores aos donos durante as frias madrugadas de Dezembro.

Discutia-se política em surdina e conspirava-se contra o regime. E poucos, provavelmente, imaginariam que 30 anos mais tarde um dos ocasionais participantes chegaria a Primeiro-Ministro de Portugal!

A oficina do mestre Zé Salvado, além de um espaço de arte da sapataria, era também uma sala de exposições que o bom sapateiro aceitava de bom grado e até ajudava a fomentar e a criticar: Fotos, recortes de imprensa, versos, desenhos, esboço de pinturas, ou retratos-caricaturas feitos às pessoas típicas da terra, que tanta polémica causava aos que se reconheciam neles, acabavam por constituir um motivo extra de interesse para dois dedos de conversa dos que ali paravam ou simplesmente passavam na rua.

Uma Aguarela, que inspirou o título deste texto, pintada naquela época com a irrequietude própria da juventude, a partir da capela de S. Roque, e que retratava o núcleo central da povoação à volta da Igreja Matriz, esteve ali anos e anos exposta na parede da oficina, sempre no mesmo lugar, sob custódia do Senhor da casa…

Mas tudo muda e a Vida é uma Aguarela!



amtp@sapo.pt
Outubro de 2008

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

As Pessoas da nossa vida




Durante a nossa vida:
Conhecemos pessoas que vem e que ficam,
Outras que, vem e passam.
Existem aquelas que,
Vem, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vem e se vão com uma enorme vontade de ficar...



O grupo:

Faixa etária:
- 20 anos : DG
- 30 » : AMR + HR
- 40 » : MS
- 50 » : JX
- 60 » : TP

















Será possivel manter um grupo assim?
Claro que é possível!
E o mais surpreendente é que o grupo é a síntese de antigos companheiros de trabalho que lutaram por uma causa comum, contra as adversidades, contra o stress, para conseguirem resultados e que num espaço de pouco mais de um ano seguiram caminhos diferentes. Cada um o seu caminho!
Mas a alegria do periódico reencontro não engana ninguém.
Gostam de se ver, de se abraçar, de falar em tom exageradamente alto para o ambiente às vezes circunspecto e de contenção.
Que pensarão os outros presentes, alheados deste sentimento?
Como poderemos chamar a esta manifestação, depois de anos e anos de tensão e luta?
Para mim só há uma palavra - Amizade.
Amizade que perdura porque há sinceridade no relacionamento.
Amizade que perdura porque há relações de verdade.
É nos outros, neste caso em gerações e personalidades tão diversas, que se vai buscar a energia.
Energia que nos dá alento.
Energia que nos faz viver.

Obrigado Companheiros!

sábado, 17 de janeiro de 2009

José Mário Branco


Eu vim de longe
De muito longe
O que eu andei p'ra aqui chegar
Eu vou p'ra longe
P'ra muito longe
Onde nos vamos encontrar
Com o que temos p'ra nos dar


José Mário Branco, cantor e compositor da minha geração, que marcou a Revolução de Abril com as suas canções de intervenção, como A Cantiga é uma arma, Qual é a tua ó meu, e FMI, aceitou um convite para jantar e mais de quatro horas de tertúlia se seguiram, sempre marcadas pela personalidade brilhante deste Cantautor.

Para quem ouviu, na devida época, o vibrante e acutilante FMI fica, na actualidade, agradavelmente surprendido com a serenidade e a coerência do seu discurso.

Nos tempos que correm, José Mário, a cantiga ainda é uma arma?

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Vida Nova

Ano Novo Vida Nova!

Pergunto-me nos primeiros instantes de 2009 se esta expressão ainda faz sentido nos tempos que correm.

Creio que sim e acredito mesmo que cada vez faz mais sentido.

O nosso estilo de vida vai mudando. Aquilo que, ainda há pouco tempo, era para sempre, agora é para hoje, quando muito para amanhã.

Na nossa vida há sempre uma vida nova.

Bom Ano 2009!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Boas Festas!



A Quadra não deixa ninguém indiferente.

Habituamo-nos nesta época a alinhar um sorriso ou um cumprimento mais efusivo mesmo para aqueles que em regra passam ao lado da nossa vida quotidiana.

Mas Porquê?

Não é na vida do dia a dia que muitas vezes mais precisamos de um gesto ou de uma atenção especial de quem, frequentemente, nem sequer sabemos o nome?

O meu sentimento para com o calendário, as datas assinaladas e tudo o que é "obrigação" vai se desvanecendo com o andar dos anos e prefiro recordar a vivência, materialmente espartana, mas solidária, da minha juventude.

Mas tudo evolui, até o Natal!

Então, Boas Festas!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

O Meu Vizinho Pai Natal


É verdade, tenho o Pai Natal no prédio!


O meu vizinho Severino, já o sabia, é um homem das artes com obra no teatro, na televisão e na poesia.

Há dias tive outra surpresa: O meu vizinho Severino também é escritor!

A sua vivência de "Pai Natal", durante a quadra natalícia no maior centro comercial do país, nos últimos anos, deu-lhe a oportunidade de falar, de ouvir e de conviver com milhares de crianças e, curiosamente, também com muitos adultos que ainda acreditam na personagem.

O Pai Natal ou melhor, Severino Moreira, decidiu compartilhar os sonhos e as confidências que espontaneamente lhe foram transmitidas por quem não mente - as crianças e alinhou em livro uma série de estórias. Situações reais, que comovem, emocionam e mostram a vida que incrivelmente nos vai passando ao lado.


O Pai Natal existe mesmo e é o meu vizinho Severino !

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Tertúlia com Otelo




A curiosidade de conhecer pessoalmente, de ouvir a sua voz, de trocar uma palavra, de confirmar a sua autenticidade, levaram-me a participar no 1º Jantar-Tertúlia organizado pelo Restaurante No Carvão (ou talvez não...) com Otelo Saraiva de Carvalho.
Estratega da Revolução de Abril e herói nacional, pelo menos para muitos da minha geração, Otelo mostrou, passados que já estão mais de 34 anos, toda a sua pujança de operacional e a razão porque foi tornado líder pelos seus pares.
O seu discurso enérgico, a total convicção que ainda mantém da sua utopia ideológica, a sua humildade no reconhecimento do que correu menos bem e a sua capacidade de ouvir e dialogar tornaram as mais de cinco horas de convívio um verdadeiro prazer para todos os que tiveram o privilégio de estar presentes.
O General Otelo com os seus 72 anos, que agora conheci pessoalmente, está igualzinho ao Major Otelo de 38 anos que conheci somente através da televisão.
Eu que, como oficial miliciano, participei na guerra em Angola e que posteriormente vivi intensamente a Revolução de Abril, que já esperava, curvo-me perante tão brilhante personalidade.
Parabéns a Otelo e ao Restaurante-Arte No Carvão (ou talvez não...)!


General Otelo Saraiva de Carvalho com ATP

Verde Maio

Recomeçar, reaprender a viver é voltar à primavera. É desfrutar de Maio, de Maio Verde!